Bolsa para jovens fotógrafos

A bolsa Ian Perry vai premiar estudantes e fotógrafos com menos de 24 anos; inscrições até 28 de julho

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Devotos na véspera de Eid-i-Milad, o aniversário do profeta Muhammad, no santuário de Hazratbal, em Srinagar. A foto, de autoria de Sharafat Ali, foi vencedora na categoria “realização” da edição passada do concurso.

6 de julho de 2018 – Fotografia

É um jovem fotógrafo e quer aumentar a visibilidade do seu trabalho? A bolsa Ian Perry  vai dar 3.500 libras esterlinas (cerca de R$17,9 mil),  a dois novos talentos. Não há taxa de inscrição. Interessados podem participar até 28 de julho.

Neste ano, a competição conta com duas categorias de prêmios: um voltado à realização de jovens fotógrafos e outro dedicado ao potencial dos concorrentes. Podem participar estudantes que frequentam cursos integrais de fotografia ou fotógrafos de até 24 anos.

Cada vencedor vai ganhar 3.500 libras esterlinas para financiar um projeto fotográfico. Além desse prêmio, o vencedor da categoria “potencial”  vai receber a mentoria do fotógrafo Marcus Bleasdale durante um ano.

Já o vencedor da categoria ” realização ” é automaticamente selecionado para a lista final de nominações do Joop Swart Masterclass, evento da World Press Photo que acontece em Amsterdam.

Os participantes também vão ganhar equipamentos da Canon e ter seus trabalhos exibidos em uma exposição em Londres, bem como na revista Sunday Times.

A bolsa é uma homenagem a Ian Perry, fotojornalista que morreu aos 24 anos durante cobertura da Revolução Romena de 1989.

Para mais informações e para participar, clique aqui (em inglês).

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Foto do “balé” de Paulinho faz sucesso nas redes sociais

Imagem, já emblemática para a Copa 2018, é do fotógrafo mineiro Eugênio Sávio

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O jogador Paulinho faz o lindo lance que selou o primeiro gol do Brasil contra a Sérvia na Copa 2018. Foto: Eugênio Sávio/ Instagram

29 de junho de 2018 – Fotografia

O fotógrafo mineiro Eugênio Sávio foi o responsável pelo clique sobre a Copa do Mundo que viralizou recentemente nas redes sociais. Ele fotografou de um ângulo privilegiado o momento em que o jogador Paulinho fez o lance que renderia o primeiro gol do Brasil no jogo contra a Sérvia, nesta última quarta-feira (27), no estádio Spartak de Moscou, na Rússia. A partida, que terminou em 2 a 0 para o time tupiniquim, garantiu a participação do Brasil nas oitavas de final.

A imagem registra o belo momento em que o volante dá um toque digno de um bailarino na bola enquanto três jogadores sérvios observam o feito. O mais curioso sobre o caso é que Eugênio só conseguiu tirar a foto daquele ângulo porque não pôde estar com os outros fotógrafos profissionais no gramado. Ele, então, decidiu tirar as fotos na tribuna de imprensa.

Nas redes sociais, a imagem viralizou depois que artistas a compartilharam. “Nem o Paulinho sabia que ele tinha tanta elasticidade!! Na terra do teatro Bolshoi, o Brasil aparenta o seu bailarino. De ponta a ponta…. o primeiro gol do Brasil em cima da Sérvia. Agora, essa foto está ESPETACULAR – FOTO PORTA RETRATO! Parabéns, Eugênio, que momento!”, comentou a correspondente esportiva Glenda Kozlowski. Taís Araújo, Fábio Assunção, Patrícia Pillar e João Vicente de Castro também compartilharam e elogiaram a imagem.

Eugênio Sávio é fotografo freelancer, professor da PUC Minas e idealizador do Festival de Fotografia Foto em Pauta, evento que reúne anualmente grandes nomes dessa arte na cidade histórica de Tiradentes.

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Concurso de fotografia de natureza recebe inscrições

Apaixonados pelo tema podem participar até 31 de maio; há prêmios de até R$ 7 mil

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Candidatos podem enviar fotos de natureza em até nove categorias

16 de maio de 2018 – Fotografia

Amadores e profissionais têm até o dia 31 de maio para enviar fotos de natureza selvagem para o Golden Turtle 2018.  O concurso aceita inscrições de qualquer nacionalidade. Há prêmios de até R$ 7 mil.

A disputa aceita fotos em nove categorias, todas elas relativas à natureza, dentre elas “fotografia de paisagem”, “fotografia aquática” e “fotografia remota”.

Os primeiros colocados de cada categoria vão ganhar 1.000 dólares ( cerca de R$3,6 mil)  cada. Já o  fotógrafo do ano vai receber 2.000 dólares (R$ 7,3 mil aproximadamente).

Veja aqui algumas fotos que participaram de edições anteriores do evento.

Para mais informações, acesse o site do concurso ( em inglês).

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A memória e a paixão de Elsa Dorfman

Em ” The B-Side”, Errol Morris fala das memórias e da relação de amor entre a retratista Elsa Dorfman e a fotografia instantânea

Self Portrait, 2003. Elsa Dorfman
Self Portrait, 2003. Elsa Dorfman.

9 de maio de 2018 – Fotografia e Cinema

Na década de 1980, Elsa Dorfman estampava capas de revistas e dava entrevistas falando sobre sua grande paixão: a câmera Polaroid que produzia instantâneos de 20 polegadas de largura e 20 de altura, com cores saturadas e ótima definição. As fotos de Elsa retratavam personalidades, como os poetas Allen Ginsberg e Robert Creeley, e também anônimos. Havia além disso em seu trabalho muitos autorretratos, nos quais ela aparecia quase sempre segurando de maneira confiante os cabos do disparador da câmera. O documentário The B-Side: Elsa Dorfman’s Portrait Photography ( O Lado B: A fotografia de retrato de Elsa Dorfman, em tradução livre), do diretor Errol Morris, resgata a história dessa artista por vezes desconhecida do grande público e que teve trabalho relevante no campo da fotografia analógica e instantânea.

Para ela, a paixão pela arte veio tarde. Já tinha 28 anos quando um colega lhe deu uma câmera Hasselblad, com a qual passou a fotografar amigos e algumas celebridades. Com o tempo, conseguiu montar seu próprio estúdio e passou a trabalhar com a Polaroid 50,8 X 61 centímetros, uma das únicas cinco produzidas pela empresa de foto instantânea.

O trabalho de Elsa é, como ela mesma descreve no documentário, solar. Amigos ou famílias desconhecidas compostas por casais, filhos, netos e seus cachorros postam-se diante de um fundo neutro, lançam o melhor sorriso e zás! – Elsa e sua companheira gigante fazem a foto. Com sua obra, a artista quer atingir a superfície dessas pessoas, não a alma delas. E quer uma superfície alegre. ” A vida já é tão difícil, não precisa andar por aí com uma fotografia disso”, afirma a artista.

Iluminada também é a própria Elsa. E isso fica claro na entrevista de tom intimista que Errol Morris consegue fazer com a amiga. Ele é um aclamado cineasta norte-americano que já foi considerado um dos quarenta melhores diretores do mundo pelo The Guardian. Em sua lista de trabalhos, destacam-se o prestigiado documentário Sob a Névoa da Guerra (2003) e Procedimento Operacional Padrão (2008).

Elsa Dorfman fala sobre os pais, o esposo, o filho e personalidades como Bob Dylan e o grande amigo e poeta Ginsberg enquanto mostra as dezenas de polaroids que tem arquivadas em casa e que são o lado b de sua produção – já que as pessoas que a contratavam costumavam escolher uma foto do par de imagens que a artista produzia e deixavam para trás a fotografia que consideravam menos elogiosa. O lado B da obra é, para a artista, aquele que quase sempre produziu os melhores resultados.

Ao falar da morte de Allen Ginsberg enquanto observa uma imagem do poeta, a fotógrafa revela o que pode ser sua maior percepção sobre essa arte : “Talvez seja assim que as fotografias atinjam seu significado definitivo, quando a pessoa fotografada morre”.

Com o declínio da empresa Polaroid, Elsa chegou a anunciar em 2016 a sua aposentaria. Mas, ao que tudo indica – basta uma breve pesquisada no site da artista para perceber isso – , ela continua conseguindo os recursos para trabalhar e segue resistindo com sua paixão pelo analógico e instantâneo.

The B-Side: Elsa Dorfman’s Portrait Photography ajuda a preservar a memória dessa fotógrafa que não sabemos até quando poderá resistir à passagem do tempo e à mudança da tecnologia.

E aí, gostou? Então deixe um recado nos comentários ou entre em contato. Adoro trocar figurinhas 🙂

 

National Geographic lança concurso de fotografia

Há três categorias para o concurso: natureza, cidades e pessoas;  prêmios são de até 10 mil dólares

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Concurso da National Geographic premia fotos de natureza, pessoas e cidades.

2 de maio de 2018- Fotografia 

Estão abertas até o dia 31 de maio as inscrições para o concurso  Fotógrafo do Ano 2018 da National Geographic Traveler. Fotógrafos podem participar nas categorias ‘Natureza’, ‘Cidade’ e ‘Pessoas’. Há prêmios de até 10 mil dólares.

Segundo o site do concurso, o objetivo é encontrar “fotos que contem a história de um lugar e de momentos de viagens que inspirem outras pessoas a explorar nosso mundo”.  Para ver fotos já submetidas no concurso deste ano, acesse este link.

O grande vencedor da disputa vai ganhar 10 mil dólares. Também vão ser entregues outros dois prêmios de 2.500 dólares cada.

A taxa de inscrição do concurso é de 15 dólares. Para se inscrever, acesse aqui (em inglês).

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Fotógrafo preso no Egito é homenageado pela Unesco

Mahmoud Abou Zeid foi detido em 2013 durante cobertura de protesto no Cairo; conheça algumas fotos do artista

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O fotógrafo Mahmoud Abou Zeid. Fonte: Committee to Protect Journalists.

25 de abril de 2018 – Fotografia 

O fotógrafo egípcio Mahmoud Abou Zeid ganhou da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) o Prêmio Mundial de Liberdade de Imprensa Guillermo Cano nesta última segunda-feira, 23.

O repórter, conhecido como Shawkan, está preso no Egito desde 14 de agosto de 2013 após cobrir um protesto de manifestantes da Irmandade Muçulmana, no Cairo.

Em nota, a Unesco divulgou que o prêmio é uma tentativa de homenagear a coragem, a resistência e o compromisso do fotógrafo com a liberdade de expressão.

A chancelaria do Egito, que considera Shawkan um terrorista, lamentou a premiação e a “politização” da organização internacional.

Confira fotos de Shawkan:

In 2011, Tahrir Square filled with protesters demanding the ouster of President Hosni Mubarak and calling for bread, freedom, and social justice.
Manifestação na Praça Tahrir, no Cairo, contra o então presidente Hosni Mubarak (2011). Foto: Mahmoud Abou Zeid.
Morsy's Gone!!
Protestos em Tahrir, no Cairo, 2013. Foto: Mahmoud Abou Zeid.
Graffiti covers a concrete wall built by security forces to prevent protests, downtown Cairo, 2011–12.
Graffiti em muro construído pelas forças de segurança para evitar protestos, no centro do Cairo, 2011-12. Foto: Mahmoud Abou Zeid.

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Fotógrafo paraense registra as belezas da Antártica

João Paulo Guimarães conta como foi a experiência de fotografar no continente mais frio do planeta; veja as fotos

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Foca-caranguejeira descansa na base chilena Presidente Eduardo Frei Montalva.  Foto: João Paulo Guimarães

4 de abril de 2018 – Fotografia e Viagem

O fotógrafo paraense João Paulo Guimarães embarcou no Ary Rongel, navio da Marinha Brasileira, rumo à Antártica e fotografou a vida selvagem na região. Em entrevista concedida ao blog O Pequeno Disparo, ele explica como foi o dia a dia no continente e dá dicas de como fotografar em locais semelhantes.  “Quando a gente fala assim que nem a fotografia consegue descrever a magnitude exata do local, é verdade. Não tem como descrever a Antártica. É impressionante. Não tem como explicar o impacto que o ambiente te causa”, afirma o fotógrafo.

João esteve no continente por cerca de trinta dias, nos meses de outubro e novembro do ano passado, e enfrentou temperaturas de cerca de 10 graus negativos. “Quando eu desci do C-130 Hércules, avião da Força Aérea Brasileira, eu já quase não sentia o meu nariz. Eu tive que puxar rápido  a minha mão, porque ela já estava doendo muito. Eu olhava para o horizonte  e não via nada, por conta da névoa”, conta.

Ele explica que um dos maiores desafios para fotografar a região é conseguir lidar com o excesso de branco da paisagem.  ” É difícil pegar o contraste, por causa da luz que é muito forte, mas ele existe. Tinha momentos que eu colocava uma velocidade super alta no obturador, deixava o diafragma fechado, baixava o ISO para o menor valor e a luz continuava explodindo”, fala.

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​​Lobo-marinho,  Baía do Almirantado. Foto:  João Paulo Guimarães

João também explica que o tempo na Antártica pode surpreender e que isso também deve ser levado em conta na hora de fotografar. ” Dependendo da época do ano em que você vai fotografar, a Antártica pode te surpreender. Você pode sair um dia com uma 150-500mm, por exemplo,  porque tá nublado. Quando você menos percebe, o tempo mudou, o céu está lindo e com um solzão, e você consegue chegar mais próximo das coisas. Ao mesmo tempo, o sol bate na neve e retorna para ti e a possibilidade de ficar cego é real, então você tem que ficar o tempo todo com óculos escuro”, explica o fotógrafo.

Quanto ao equipamento, ele recomenda tanto a utilização de grande angulares como a de teleobjetivas. “Você tem que ter uma grande angular, não tem jeito. Você tem que ter para pegar todo o ambiente, porque esse cenário é maravilhoso”. Mas João lembra que teleobjetivas são indispensáveis também. ” Tem momentos que você precisa pegar coisas muito distantes, como uma baleia, e aí você precisa ter esse alcance. E tem também o lance de que você não pode chegar menos de 10 metros do objeto que você vai fotografar.  A sigma 150-500mm foi a lente que eu mais usei.  Mas usei  também muito a 18-105mm e  algumas vezes  a 70 -300mm”.

João agora quer dar palestras sobre a aventura para crianças e jovens de pequenas comunidades da região de Belém. ” Meu principal foco agora é trabalhar com essas crianças e adolescentes. Queria muito chegar para eles e dizer: ‘olha, gente, vocês moram aqui no interior, vocês são pobrezinhos, vocês não têm condições, mas vocês podem chegar lá se vocês souberem os caminhos'”, afirma.

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Atividade com helicóptero na Ilha Deception. Foto: João Paulo Guimarães

Ele mesmo já foi uma dessas crianças.  O projeto na Antártica é na verdade fruto de um sonho bem antigo. João conta que desejava ir até o canto mais frio do planeta desde quando tinha 12 anos. Com essa idade, ele assistiu a “Mar sem fim”, documentário no qual o navegador Amyr Klink dá a volta ao mundo circunavegando a Antártica. “Assisti àquilo e fiquei apaixonado pelo ângulo, pela iluminação.  Desde aquela época comecei a pensar : ‘eu vou para a Antártica. Eu quero ir para a Antártica”.  A oportunidade surgiu na vida dele anos depois,  quando, em contato com a Marinha de Belém, conseguiu uma vaga no navio de apoio oceanográfico Ary Rongel. Durante a expedição, conheceu a Ilha Deception, ponto baleeiro e vulcão ativo, a base chilena na região e a base de pesquisa científica polonesa  Henryk Arctowski .

Sobre o maior impacto da viagem em sua trajetória pessoal, o artista afirma: “fotografia é vida. Esse foi o grande impacto: vida. [ Com essa viagem,] percebi o quão pequeno eu sou e o quanto o mundo é grande”. Além de futuras exposições e palestras sobre a viagem, João promete voltar para a Antártica ainda esse ano em nova expedição, que agora vai durar cerca de 6 meses, para continuar a documentar a paisagem local.

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Este artigo também foi publicado no Resumo Fotográfico.  Versão em espanhol aqui

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