Exposição na CâmeraSete retrata cotidiano da extinta União Soviética

Humor, sensibilidade e subversão estão presentes nas obras de seis fotógrafos soviéticos que retrataram a região na segundo metade do século XX

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Exposição ” A União Soviética através da câmera” fica em cartaz até o dia 13 de outubro em Belo Horizonte. Foto: © Ana Oliveira.

03 de agosto de 2018 – Fotografia

Está em cartaz na CâmeraSete a exposição ” A União Soviética através da câmera” , que reúne obras sobre a segundo metade do século XX na região. A exposição acontece até 13 de outubro. A entrada é gratuita.

O apanhado revela olhares inusitados sobre o que acontecia naquelas terras entre a época de Khrushchev e a dissolução da União Soviética em 1991. Cheias de humor, sarcasmo, criatividade e originalidade, as produções são de seis artistas: Leonid Lazarev, Vladimir Lagrange, Yuri Krivonossov, Viktor Akhlomov, Antanas Sutkus e Vladimir Bogdanov.

A temática é variada, de eventos de cunho político a relances do cotidiano, e as obras se destacam pelo caráter por vezes inusitado e divertido. São, em sua maioria, originais e humanistas. Distanciam-se da estética proposta pelos tempos difíceis do stalinismo.

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Vale a pena notar que, como por muito tempo na União a fotografia foi tida como uma arte menor, foi possível para os fotógrafos afastarem-se um pouco da censura que durante o regime chegou por vezes a acometer outras linguagens, como o cinema. Ainda assim, há fotos que quase causaram a prisão do lituano Antanas Sutkus à época.

No Brasil, a exposição já passou por São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

Quem curte fotografia e está em Belo Horizonte não pode perder a oportunidade de acompanhar as imagens de perto.

Serviço

A União Soviética através da câmera

Data: até 13 de outubro. Terça a sábado, das 9h30 às 21h

Local: CâmeraSete – Avenida Afonso Pena, 737, Centro, Belo Horizonte.

Entrada gratuita.

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FestFoto 2018 seleciona trabalhos para exposição

O FestFoto 2018 vai dar passagem e hospedagem para o primeiro colocado participar do evento em Porto Alegre; fotógrafos de qualquer nacionalidade podem concorrer

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Fotógrafos amadores e profissionais, de qualquer parte do mundo, podem participar do FestFoto 2018

1 de fevereiro de 2018 – Fotografia

O 11º Festival Internacional de Fotografia de Porto Alegre vai selecionar projetos multimídia e portfólios para participar da exibição “Fotograma Livre 2018”, que acontece de 8 a 12 de maio. O tema da exposição é  “Gêneros em Trânsito: Fotografia de Fronteira”. Segundo o edital, a temática tem como objetivo fomentar o ” debate de gêneros de fotografia e fotografia de gêneros ampliando a
visibilidade da fotografia feita por mulheres”. As inscrições vão até 25 de fevereiro.

Interessados podem participar nas categorias ‘ Multimídia’, onde serão aceitos vídeos de até quatro minutos, e ‘Portfólios’ , no qual cada participante deve enviar no máximo 20 fotos em jpeg.  A taxa de inscrição é de R$ 96.

No total, 20 trabalhos serão selecionados.  O primeiro lugar vai ganhar hospedagem e passagem para acompanhar o evento em Porto Alegre. Além disso, o vencedor tem acesso a leituras de portfólio feitas por especialistas.

Os dez primeiros colocados vão ter o trabalho divulgado na OF Magazine, revista de circulação internacional do festival.

Mais informações, aqui.

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Exposição traz fotos inéditas de Frida Kahlo a Belo Horizonte

Quem ainda não conferiu tem até o dia 17 de fevereiro para ver “Diego e Frida – um sorriso no meio do caminho” na CâmeraSete; veja fotos da exposição

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“Diego e Frida – Um sorriso no meio do caminho” fica até o dia 17 de fevereiro na CâmeraSete, em Belo Horizonte.  © Ana Oliveira.

17 de janeiro de 2018 – Fotografia 

Hoje em dia ela está em todas as partes. No filme, em camisetas, em canções,  nas ruas quando é época de carnaval. Não há dúvidas de que, décadas após sua morte,  a pintora mexicana Frida Kahlo (1907- 1954) se transformou em símbolo pop.  Com suas sobrancelhas marcantes, ela é símbolo do feminismo e da força da mulher.  Quem gosta da pintora e ainda não conferiu a exposição “Diego e Frida – Um sorriso no meio do caminho”  tem até o dia 17 de fevereiro para ver a mostra em cartaz na CâmeraSete, no centro de Belo Horizonte.

A exposição conta com fotos inéditas da pintora e seu parceiro, o muralista Diego Rivera. As fotos abordam várias épocas da vida do casal, da infância de Frida até sua morte. A coleção, que no Brasil só passa por Minas Gerais e Pernambuco, apresenta o registro de amigos e figuras famosas, como os fotógrafos Nickolas Muray e Edward Weston. Como a própria obra de Kahlo, tem caráter intimista e registra pontos importantes da sua vida pessoal.

Para quem não conhece, a história de Frida foi marcada por tragédias. Na infância, foi diagnosticada com poliomielite. Aos 18 anos, outro infortúnio mudou o curso de sua vida. A moça sofreu um acidente de ônibus que trouxe graves sequelas em anos seguintes, como repetidos abortos e a amputação de uma perna. Mas o acidente também foi responsável por aproximá-la das artes. Deitada por dias corridos numa cama durante o processo de recuperação, ela pintou seus primeiros quadros num cavalete improvisado que se adaptava ao leito.

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Jovem, conheceu o infiel Diego Rivera, com o qual casou, se descasou e casou de novo. Também foi infiel, traiu o marido com homens e mulheres, com gente comum e com personalidades, a exemplo do russo Leon Trotsky. Sentia um amor obsessivo pelo marido e sofria quando não estava com ele.

Infortúnios da vida, amor doentio, história do México, aborto, feminismo – embora ela nunca tenha dito explicitamente que era feminista – questões sociais, comunismo: tudo isso aparece na obra de Kahlo.  A obra dela é marcante porque ela explorou, como ninguém havia feito antes, as próprias mazelas na tela, de maneira profunda e sem piedade. Parafraseando-a, tratou de pintar o que ela mais conhecia, ela mesma.

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Quadro ‘Autorretrato com colar de espinhos e beija-flor’, de 1940 (Foto: Reprodução/ Flickr/ Yuan Tian/ Creative Commons)

Mas voltemos ao serviço: sobre a exposição, a visitante Lucia Castelo Branco, apaixonada pela artista, comenta  “é a segunda vez que eu tô vendo. O que eu gostei de ver foi essa intimidade que algumas fotos capturam e a singeleza delas. Tem fotos do casamento dos dois, da Frida criança, dela depois do acidente, do funeral. Adorei ver. Esse olhar intimista e todos esses detalhes são o grande forte da exposição”. Já Junia Rabelo, outra fã da pintora, comemora: ” acho ótimo a gente conhecer um pouco melhor da vida dela. Nunca tinha visto fotos da Frida. Eu já tinha visto dois ou três filmes sobre ela, mas fico contente de poder ver essas fotos inéditas de pertinho”.

“Diego e Frida – Um sorriso no meio do caminho” é imperdível para quem gosta da artista mexicana e quer ver de perto como a fotografia pode nos aproximar ainda mais dessa mulher que se mostrou tanto nas próprias telas.

Serviço

Diego e Frida – Um sorriso no meio do caminho

Data: até 17 de fevereiro. Terça a sábado, das 9h30 às 21h.

Local: CâmeraSete – Avenida Afonso Pena, 737, Centro, Belo Horizonte.

Entrada gratuita.

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Cidade para quem?

“Apropriação da cidade” é tema de exposição fotográfica na histórica Ouro Preto 

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Frase “A cidade é da humanidade, mas não é da comunidade”, que inspirou a exposição “A cidade além do centro histórico”, foi coberta de tinta amarela em muro do município  de Ouro Preto. Foto: © Ana Oliveira.

28 de novembro de 2017 – Fotografia 

Quem mora em alguma cidade histórica já deve ter tido a sensação de que o usufruto da cidade é mais para os turistas do que para os próprios moradores. Um grupo de artistas de Ouro Preto e Mariana problematiza a questão na exposição  ” A cidade além do centro histórico”, em cartaz até o dia 20 de dezembro no Grêmio Literário Tristão de Ataíde, o GLTA, em Ouro Preto.

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Fotos da exposição. Foto: © Ana Oliveira.
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Fotos da exposição. Foto: © Ana Oliveira.

Com curadoria do coletivo  “Fotógrafos em Ouro Preto”, a exposição foi inspirada na frase ” A cidade é da humanidade, mas não é da comunidade”, escrita em um muro do município. A frase faz referência ao título de Patrimônio Cultural da Humanidade que Ouro Preto ostenta desde 1980.

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Fotos da exposição. Foto: © Ana Oliveira.
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Fotos da exposição. Foto: © Ana Oliveira.

Nas fotos da exposição,  é possível conhecer uma perspectiva que se afasta da ideia de cidade histórica e se aproxima do real cotidiano das pessoas que vivem em Ouro Preto e Mariana.

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Fotos da exposição. Foto: © Ana Oliveira.

O Pequeno Disparo foi conferir a pichação que deu origem ao projeto fotográfico, mas a frase que estava estampada no muro de um campo de futebol da cidade foi coberta por uma camada de tinta amarela. Se o desabafo já não pode mais ser conferido naquele muro, ainda pode, ao menos até o dia 20 de dezembro, ser pensado e problematizado no casarão do GLTA, na Rua Paraná, nº 136, no centro de Ouro Preto.

A exposição ” A cidade além do centro histórico” é uma iniciativa da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) .

Serviço

A cidade além do centro histórico – Grêmio Literário Tristão de Ataíde (GLTA)

Data: até 20 de dezembro. Segunda à Sexta das 9h às 12h e das 14h às 18h. Sábado das 9h às 12h.

Local: Grêmio Literário Tristão de Ataíde (GLTA) – Rua Paraná, 136, Centro. Ouro Preto -Minas Gerais.

Entrada gratuita.

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Festival fotográfico seleciona novos talentos para exposição na Sérvia

Convocatória é para fotógrafos profissionais e amadores; inscrições até 28 de janeiro

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Novos talentos podem alcançar projeção internacional no concurso do festival Belgrade Photo Month

21 de novembro de 2017 – Fotografia

Quer aumentar a visibilidade do seu trabalho fotográfico? O festival Belgrade Photo Month está com convocatórias abertas para a seleção de novos talentos.  Os candidatos escolhidos vão participar de uma exposição fotográfica na Sérvia e receber um certificado do evento. A participação é gratuita. Inscrições até 28 de janeiro.

Interessados devem enviar um projeto composto por  8 a 15 imagens. O tema é livre. Os candidatos também precisam enviar uma declaração de participação, um breve currículo e um texto em inglês de no máximo 3 mil caracteres explicando o trabalho.  Podem participar amadores e profissionais, desde que nascidos depois de 31 de dezembro de 1992.

As fotos vão ser escolhidas segundo critérios como criatividade, originalidade e qualidade técnica. No total, três projetos vão ser selecionados. A exibição dos trabalhos vai ocorrer durante o festival Belgrade Photo Month, em abril de 2018, na Sérvia.

Esta é a terceira edição do evento, que conta com palestras, workshops, leitura de portfólio, exibições e concursos.

As inscrições devem ser enviadas para o e-mail newtalents2018@belgradephotomonth.org. Mais informações no site do concurso (em inglês).

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Sobre culturas e flores

Exposição fotográfica celebra o encontro de cerejeiras e ipês em Belo Horizonte 

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Exposição está em cartaz até o dia 24 de setembro. Foto: Ana Oliveira.

5 de setembro – Fotografia 

A fotógrafa Joana Moreira está com a exposição “Hanami/Mbotyra epiak: um olhar sobre flores” em cartaz na Casa Fiat de Cultura.

A exposição é sobre o encontro da cerejeira, árvore japonesa disseminada desde a década de 1980 em Belo Horizonte pelo imigrante Haruji Miura, e o ipê, símbolo nacional do Brasil.

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O nome da exposição faz referência à tradição japonesa de contemplação das flores, o ” hanami”, e sua símile na tradição tupi, o “mbotyra epiak”.

Um convite para apurar o olhar sobre a natureza em plena época de floração dos ipês.

Em cartaz até o dia 24 de setembro.

Serviço

Hanami/Mbotyra epiak: um olhar sobre flores – Casa Fiat de Cultura.
Data: até 24 de setembro. Terça à Sexta das 10h às 21h. Sábado, domingo e feriados das 10h às 18h.
Local: Casa Fiat de Cultura – Praça da Liberdade, 10, Funcionários. BH.

Entrada gratuita.

 

Parque Municipal de BH sedia exposição internacional de fotografia

Mostra reúne trabalhos de artistas  nacionais e estrangeiros até 3 de setembro; iniciativa faz parte do FIF 2017

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The Struggle for Democracy ( detalhe), Graeme Willians. Trabalho de artista sul africano faz parte da exposição exibida no Parque Municipal. Foto: © Ana Oliveira.

27 de julho de 2017 – Fotografia 

Está em exposição até 3 de setembro no Parque Municipal Américo Renné Giannetti parte da Grande Exposição Internacional do FIF, o Festival Internacional de Fotografia de Belo Horizonte. Com a temática “Política das Imagens”, a mostra reúne trabalhos  dos artistas Anastasia Samoylova ( Rússia), Anna Fox ( Inglaterra), Danila Tkachenko ( Rússia), Graeme Williams ( África do Sul),   Helene Jayet ( França), Kate Fichard ( França), Selim Harbi ( Tunísia), Tatewaki Nio ( Japão) e do Projeto MAPA ( Brasil).  A entrada para a exposição é gratuita, e o parque está aberto de terça a domingo, das 6h às 18h.

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Spitting, Anna Fox. Colaboração de Andrew Bruce. Foto: © Ana Oliveira.
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Colored Only – Chin up!, Jayet Helene. Foto: © Ana Oliveira.

Obras que fazem parte da Grande Exposição também podem ser conferidas no Museu Mineiro e no Memorial Minas Gerais Vale. Segundo o FIF, a mostra busca problematizar a relação entre as imagens que produzimos e consumimos e o contexto político do Brasil e do mundo.

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Neo – andina, Tatewaki Nio. Foto: © Ana Oliveira.
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Restricted Areas, Danila Tkachenko. Foto: ©  Ana Oliveira.

Além da exposição, a  3ª Edição do Festival Internacional de Fotografia de Belo Horizonte também conta com palestras, oficinas, maratona fotográfica e outras atividades. O evento acontece até o dia 30 de julho. Para conhecer a programação completa, clique aqui.

Serviço

Grande Exposição Internacional do FIF 2017 – Parque Municipal

Data: de 23 de julho a 3 de setembro

Local: Parque Municipal Américo Renné Giannetti – Av. Afonso Pena, 1377 – Centro, Belo Horizonte – MG